Encontros para transformar o fim do mundo

09/06 — Branco sai, preto fica (Adirley Queirós, 2014) e A parábola do semeador, de Octavia Butler.

Com Anne Quiangala, Camilla Dias e mediação de Ana Meira.

Violência, poder, transformação, viagem no tempo, sensibilidade, crise ambiental, racismo, caos, fé. Nesse encontro, Anne Quiangala (Preta, Nerd & Burning Hell) e Camilla Dias (@camillaeseuslivros e Leituras Decoloniais) conversam sobre o filme Branco sai, preto fica (Adirley Queirós, 2014) e o livro A parábola do semeador, de Octavia Butler (trad. Carolina Caires Coelho, Morro Branco, 2018), com mediação de Ana Meira.

Branco sai, preto fica

Direção: Adirley Queirós

Duração: 93min

Gênero: Ficção Científica, Drama

Ano: 2015

País: Brasil

Idioma: Português

Data de lançamento: 19/03/2015

Classificação Indicativa: 14 anos

Sinopse: Tiros em um baile de black music na periferia de Brasília ferem dois homens, que ficam marcados para sempre. Um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva.

Elenco: DJ Jamaika, Marquim do Tropa, Dilmar Durães, Gleide Firmino, Shockito

Trailer Oficial: https://www.youtube.com/watch?v=NJ_zeRJKUI4

Disponível em Netflix, Looke

A parábola do semeador

Autora: Octavia E. Butler

Ano da primeira publicação: 1993

Ano da edição: 2018 (1ª edição)

País: EUA

Editora brasileira: Morro Branco

Tradução: Carolina Caires Coelho

Quando uma crise ambiental e econômica leva ao caos social, nem mesmo as cidades muradas estão seguras. Em uma noite de fogo e morte, Lauren Olamina, a jovem filha de um pastor, perde sua família, seu lar e se aventura pelas terras americanas desprotegidas. Mas o que começa como uma fuga pela sobrevivência acaba levando a algo muito maior: uma visão estonteante do destino humano. E ao nascimento de uma nova fé.

Sobre a autora

Octavia E. Butler, nascida em 1947, é uma das mais aclamadas autoras de ficção científica e desde 1976 surpreende o mundo com seus romances de ambientações impactantes, personagens densos e dinâmicas que refletem os nossos problemas sociais mais intrincados. Apesar de enfrentar muito preconceito em uma área dominada por homens brancos, foi a autora que abriu caminho para que outras prosperassem na ficção especulativa e um dos nomes mais fortes quando se fala em afrofuturismo.

16/06 — Ela (Spike Jonze, 2013) e Estação Perdido, de China Miéville.

Com Isabel Wittmann, Vic Vieira e mediação de Aline Valek.

Amor entre espécies, ciborgues, inteligência artificial, monstruosidades, violência de gênero, corpos, exploração, alteridade. Nesse encontro, Isabel Wittmann (Feito por elas) e Vic Vieira (Vicverso) conversam sobre o filme Ela (Spike Jonze, 2013) e o livro Estação Perdido, de China Miéville (trad. Fábio Fernandes e José Baltazar Pereira Júnior, Boitempo, 2016), com mediação de Aline Valek (Bobagens imperdíveis).

Ela

Direção: Spike Jonze

Duração: 126min

Gênero: Drama, Romance, Ficção científica

Ano: 2014

País: EUA

Idioma: Inglês

Data de lançamento: 14/02/2014

Classificação Indicativa: 14 anos

Sinopse: Recém-divorciado, Theodore compra um novo sistema operacional para seu computador e acaba se apaixonando pela voz do programa, começando assim uma incomum história de amor.

Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Rooney Mara, Scarlett Johansson

Trailer Oficial: https://www.youtube.com/watch?v=TggD91pV6KE

Disponível em Google Play, Youtube, Now, Globo Play

Estação Perdido

Autor: China Miéville

Ano da primeira publicação: 2000

Ano da edição: 2016 (1ª edição)

Pais: Reino Unido

Editora: Boitempo

Tradução: Fábio Fernandes e José Baltazar Pereira Júnior

O aclamado romance que consagrou o escritor inglês China Miéville como um dos maiores nomes da fantasia e da ficção científica contemporânea. Miéville escreve fantasia, mas suas histórias passam longe de contos de fadas. Em Estação Perdido, primeiro livro de uma trilogia que lhe rendeu prêmios como o British Fantasy (2000) e o Arthur C. Clarke (2001), o leitor é levado para Nova Crobuzon, no planeta Bas-Lag, uma cidade imaginária cuja semelhança com o real provoca uma assustadora intuição: a de que a verdadeira distopia seja o mundo em que vivemos.Com pitadas de David Cronenberg e Charles Dickens, Bas-Lag é um mundo habitado por diferentes espécies racionais, dotadas de habilidades físicas e mágicas, mas ao mesmo tempo preso a uma estrutura hierárquica bastante rígida e onde os donos do poder têm a última palavra. Nesse ambiente, Estação Perdido conta a saga de Isaac Dan der Grimnebulin, excêntrico cientista que divide seu tempo entre uma pesquisa acadêmica pouco ortodoxa e a paixão interespécies por uma artista boêmia, a impetuosa Lin, com quem se relaciona em segredo. Sua rotina será afetada pela inesperada visita de um garuda chamado Yagharek, um ser meio humano e meio pássaro que lhe pede ajuda para voltar a voar após ter as asas cortadas em um julgamento que culminou em seu exílio. Instigado pelo desafio, Isaac se lança em experimentos energéticos que logo sairão do controle, colocando em perigo a vida de todos na tumultuada e corrupta Nova Crobuzon.

Sobre o autor

China Tom Miéville é um escritor, acadêmico e quadrinista inglês. Premiado escritor da chamada ‘weird fiction’, China também é professor da Univerdidade de Warwick, com PhD em marxismo e direito. Militante de esquerda, membro da International Socialist Organization, foi um dos fundadores do Left Unity. Em 2014, o autor fechou um acordo com a Boitempo que garante a publicação de todos os seus romances no Brasil. O premiado thriller existencial A cidade & a cidade (2009) foi o primeiro título lançado pela editora. O livro arrebatou a crítica internacional, que chegou a compará-lo com Kafka, George Orwell e Phillip K. Dick. Em 2016, será a vez de Estação perdido, romance que revolucionou a ficção científica e mudou as regras do gênero. O livro é o primeiro de uma série que inclui ainda The scar (2002) e Iron council (2004), com histórias de piratas e faroeste ambientadas no mundo de Bas-Lag. China Miéville chama a atenção no universo literário por seu perfil atípico: seu visual contrasta com a bagagem acadêmica e intelectual de marxista — o que não o impediu de ser um dos fundadores de um partido inglês da esquerda (Left Unity), nem de se formar em Antropologia Social pela Universidade de Cambridge, com Mestrado e Doutorado em Filosofia do Direito Internacional pela London School of Economics. Hoje ele é professor de escrita criativa na Warwick University. Considerado um escritor genial, unanimidade entre os fãs de ficção científica, cultuado e reconhecido no mundo inteiro como a cara da nova weird fiction (gênero historicamente atribuído a H.P. Lovecraft e E.T.A. Hoffman, dentre outros), já foi duplamente contemplado pelo British Fantasy Award, recebeu três vezes o Arthur C. Clarke Award e é equiparado, em sucesso de público e crítica, a Neil Gaiman, Nick Hornby e Will Self.

23/06 — A chegada (Denis Villeneuve, 2016) e Os despossuídos, de Ursula K. Le Guin.

Com Cecilia Farias, Sabrina Fernandes e mediação de Isa Souza.

Utopia, distopia, coletivo, indivíduo, espaço, tempo, comum, propriedade, ida, volta, silêncio, palavra, tese, antítese, você, eu. Nesse encontro, Cecilia Farias (Punhos Podcast, Babel Podcast, Coletivo Sycorax) e Sabrina Fernandes (Tese Onze) conversam sobre o filme A chegada (Denis Villeneuve, 2016) e o livro Os despossuídos, de Ursula K. Le Guin (trad. Susana L. de Alexandria, Editora Aleph, 2017), com mediação de Isa Souza (@Afrofuturas).

A chegada

Direção: Denis Villeneuve

Duração: 116min

Gênero: Ficção Científica, Drama

Ano: 2016

País: EUA, Canadá

Idioma: Inglês

Data de lançamento: 24/11/2016

Classificação Indicativa: 10 anos

Sinopse: Naves alienígenas chegaram às principais cidades do mundo. Com a intenção de se comunicar com os visitantes, uma linguista e um militar são chamados para decifrar as estranhas mensagens dos visitantes.

Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker

Trailer Oficial: https://www.youtube.com/watch?v=rNciXGzYZms

Disponível em Netflix, Amazon Prime, Youtube, Google Play, Now, Globo Play, Vivo Play, Itunes

Os despossuídos

Autor: Ursula K. Le Guin

Ano da primeira publicação: 1974

Ano da edição: 2019 (2ª edição)

Pais: EUA

Editora: Aleph

Tradução: Susana L. de Alexandria

Os despossuídos, de Ursula K. Le Guin, é um romance de ficção científica ambientado no mesmo universo que A Mão Esquerda da Escuridão. Vencedora dos prêmios Nebula, em 1974, Hugo e Locus, em 1975, a obra lida com temas fundamentais a sua época, como o capitalismo, o comunismo russo e o anarquismo, além dos conceitos de individual e coletivo. A trama passa em dois planetas-gêmeos: Urras e Anarres. O primeiro é um mundo dividido em vários estados e dominado pelos dois maiores, que são rivais. Numa alusão clara aos Estados Unidos e à União Soviética, um dos Estados possui uma economia forte e uma sociedade patriarcal, enquanto o outro se posiciona como proletário e deseja imprimir seu modelo político em todo o planeta. Além disso, há um terceiro país, que, embora subdesenvolvido, é de extrema importância e se torna alvo de uma disputa política entre as duas nações soberanas, que iniciam uma guerra disfarçada entre si, em uma alusão à Guerra Fria.

Já o planeta Anarres vive uma situação bem diferente: sua política anarquista, que representa uma terceira via à crise planetária de Urra, cria uma ilusão de sociedade perfeita. Tal ilusão só é quebrada quando um jovem e brilhante físico, Shevek, descobre a “Teoria da Simultaneidade”, que pode acabar com o isolamento do planeta, assim como favorecer as guerras de seu vizinho.

Sobre a autora

Ursula K. Le Guin é uma das escritoras de ficção científica e fantasia mais proeminentes do mundo. Conhecida por livros como A Mão Esquerda da Escuridão, Os Despossuídos, o ciclo fantástico Terramar e o laureado livro The Farthest Shore, suas obras são bastante influenciadas pelos movimentos culturais dos anos 1960 e apresentam temas sensíveis, como sexualidade, feminismo, etnografia e religião. Além de vencedora de mais de cinquenta prêmios literários e criadora de diversos universos ficcionais, Ursula também é poetisa, ensaísta e autora de livros infantis. Faleceu em 2018.

30/06 — Bacurau (Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles, 2019) e A quinta estação, de N.K. Jemisin.

Com Helena Silvestre, Mayara Barbosa e mediação de Marina Gouvêa

Começar pelo fim, colapso, catástrofe, extermínio, morte, canções, fome, psicotrópicos fortes, olho no olho, comunidade, respira, ressaca, justiça. Nesse encontro, Helena Silvestre (Amazonas) e Mayara Barbosa conversam sobre o filme Bacurau (Kleber Mendonça Filho, Juliano Dornelles, 2019) e o livro A quinta estação, de N.K. Jemisin (trad. Aline Storto Pereira, Morro Branco, 2017), com mediação de Marina Gouvêa.

Bacurau

Direção: Kléber Mendonça Filho, Juliano Dorneles

Duração: 131min

Gênero: Ação, Ficção, Drama

Ano: 2019

País: Brasil

Idioma: Português

Data de lançamento: 29/08/2019

Classificação Indicativa: 16 anos

Sinopse: Num futuro próximo, Bacurau, um povoado do sertão de Pernambuco, some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

Elenco: Sonia Braga, Udo Kier, Bárbara Colen, Thomás Aquino, Silvero Pereira, Wilson Rabelo, Carlos Francisco, Karine Teles

Trailer Oficial: https://www.youtube.com/watch?v=1DPdE1MBcQc

Disponível em Telecine, Itunes, Now, Google Play, Youtube, Vivo Play

A quinta estação

Autora: N.K. Jemisin

Ano da primeira publicação: 2015

Ano da edição: 2017 (1ª edição)

Pais: EUA

Editora: Morro Branco

Tradução: Aline Storto Pereira

É assim que o mundo termina. Pela última vez. Três coisas terríveis acontecem em um único dia: Essun volta para casa e descobre que seu marido assassinou brutalmente o próprio filho e sequestrou sua filha. Sanze, o poderoso império cujas inovações têm sido o fundamento da civilização por mais de mil anos, colapsa frente à destruição de sua maior cidade pelas mãos de um homem louco e vingativo. E, no coração do único continente, uma grande fenda vermelha foi aberta e expele cinzas capazes de escurecer o céu e apagar o sol por anos. Ou séculos. Mas esta é a Quietude, lugar há muito acostumado à catástrofe, onde os orogenes — aqueles que empunham o poder da terra como uma arma — são mais temidos do que a longa e fria noite. E onde não há compaixão.

Sobre a autora

N. K. Jemisin é uma autora nova iorquina, cujas histórias foram nomeadas diversas vezes aos maiores prêmios de ficção científica e fantasia do mundo, incluindo o Nebula, Locus e World Fantasy Award. Em 2016, se tornou a primeira pessoa negra a receber o Hugo na categoria principal por seu livro “A Quinta Estação”.

Sobre as participantes

Aline Valek é escritora, ilustradora e podcaster. Autora dos romances “As águas-vivas não sabem de si” e “Cidades afundam em dias normais”, publicados pela editora Rocco, e de várias publicações independentes, como “Bobagens Imperdíveis para atravessar o isolamento”. É autora da newsletter Uma Palavra e conta histórias no podcast Bobagens Imperdíveis.

Ana Meira é escritora, tradutora e educadora. Amante de ficção científica e fantasia, é autora da plaquete de poesia Gravidades (Primata, 2019), está na plaquete independente sutura (2019) e na antologia Afrofuturismo: O Futuro é Nosso (2020). Tem obras publicadas online na Faísca, newsletter de ficções relâmpago e no Angles Journal.

Anne Quiangala é idealizadora do Preta, Nerd & Burning Hell — um blog sobre #nerdiandade Preta e Feminista (2014 até o presente) e uma das poucas fãs da série Birds of Prey. Só tem itens da DC, mas é marvete. Mestra em literatura pela UnB, doutoranda em estudos do horror negro, estuda o discurso do horror escritos por mulheres negras.

Camilla Dias, 38 anos, Assistente Social, Mediadora de leitura e pós-graduada em Docência em Literatura e Humanidades. Produtora de conteúdo independente na rede social Instagram @camillaeseuslivros desde 2015. Atualmente é Mediadora em um dos coletivos “Leia Mulheres” na cidade de Santo André/SP, no “Projeto Livro Livre” voltado para formação do leitor literário e no projeto “Leituras Decoloniais”.

Cecilia Farias é linguista e trabalha como pesquisadora no Museu da Língua Portuguesa. Doutoranda em linguística, sua pesquisa se volta a realidades multilíngues, línguas minorizadas e as relações sociocognitivas ligadas à linguagem. Faz o Babel Podcast, pesquisa no LLICC-USP (Laboratório Linguagem, Interação, Cultura e Cognição) e traduz no Coletivo Sycorax.

Helena Silvestre é ativista em defesa do direito à moradia e em defesa de comunidades e territórios ameaçados. Feminista afroindigena, editora da Revista Amazonas e educadora popular na Escola Feminista Abya Yala. Escritora com dois livros publicados: Do Verbo Que o Amor Não Presta (2019) e Notas sobre a fome (Indicado ao prêmio Jabuti 2020)

Isa Souza e Pétala Souza, irmãs autodeclaradas discípulas de Octavia Butler, são afrofuturistas, periféricas e pluriversais. Idealizadoras do projeto #LeiaRepresentatividade, do perfil @afrofuturas, e co-criadoras do projeto Leituras Decoloniais, quando não estão juntas Pétala é Designer e Pesquisadora de Têxtil, Moda formada pela USP; e Isa, Cientista Social em formação pela UNIFESP.

Isabel Wittmann é crítica de cinema, antropóloga e pesquisadora, mestra em Antropologia Social pela UFAM e doutoranda na mesma área pela USP, com pesquisa sobre gênero, corpo e ciborguização no cinema fantástico. É co-criadora do Feito por Elas, projeto que visa a discussão e divulgação do trabalho de mulheres no cinema. Membra da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e do Elviras — Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema e integrante do Grupo de Antropologia Visual (GRAVI) no Laboratório de Imagem e Som em Antropologia do Programa (LISA-USP).

Marina Machado Gouvêa é Professora da UFRJ, doutora em Economia Política Internacional. Pesquisadora e atualmente diretora da Sociedade Latino-Americana e Caribenha de Economia Política.

Mayara Barbosa é bacharela e licenciada em Letras-Português pela Universidade de São Paulo (USP). É pesquisadora e desenvolveu Iniciação Cientifica na área de Teoria Literária e Literatura Comparada com foco nas relações entre raça, gênero e afrofuturismo no romance Kindred, de Octavia E. Butler. Também é educadora popular no Núcleo de Consciência Negra da USP.

Vic Vieira é escritor, tradutor e artista visual. Autor do livro de contos “Metanfetaedro” (2012) e de várias histórias publicadas em antologias de ficção científica e fantasia ao longo da última década. Vic é não-binário transmasculino e seu trabalho mergulha no estranho & assombroso explorando questões transviadas de corpo, gênero, sexualidade e nossa relação com a tecnologia, a linguagem e os horrores que nos atravessam. Com Jim Anotsu, é co-criador do Manifesto Irradiativo (2015).

Sabrina Fernandes é doutora em sociologia, faz pós-doutorado com a Fundação Rosa Luxemburgo Alemanha e a UnB, autora de Sintomas Mórbidos (2019) e Se quiser mudar o mundo (2020), e produtora do canal Tese Onze.

#TransformarOFimDoMundo

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